Este é um espaço para escrever o que me vai na cabeça, na alma e no coração... Com os pés mais ou menos assentes no chão ou com a cabeça nas nuvens.
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Back to the Basics e Bom Ano
Em tempo de contagem final para o novo ano é altura de "back to the basics". Dia 31 às 23h59, vou deixar para trás o que já não presta, não interessa, não serve, não corresponde, não trás alegria, não me motiva e não me faz crescer. E, às 00h00, a cada passa, vou pedir um desejo que faça de 2012 um ano cheio de coisas positivas, sem mágoa nem dor, sem tensões ou indecisões. Nestas últimas horas para o novo ciclo que se inicia resta-nos arrumar as ideias, tomar algumas decisões ainda em falta e mentalmente definir as novas resoluções. Depois e como dizia o outro “Ano Novo, Vida Nova”. É altura de virar costas aos antigos padrões, tirar deles a aprendizagem possível (dizem que há sempre alguma) e olhar para a frente. Atrevam-se e vão ver que não se arrependem. Bom Ano e Boa Sorte… Ah!... passem a meia-noite onde quiserem. Paris é só uma sugestão …
domingo, 25 de dezembro de 2011
Acabou o Natal!
Acabou-se o Natal. Hoje, a partir das 00h00 (de 26 de Dezembro), podemos todos voltar ao espírito tão pouco natalício que é nosso apanágio.
Até fico mais aliviada. Sempre detestei gente fingida e pouco genuína.
A partir de amanhã vamos para os saldos, não porque gostamos de dar mas porque queremos comprar para nós mesmos, paramos de comer para manter a linha ao invés de enfardarmos porque de facto gostamos de comer e fazemo-lo com prazer, estaremos de novo menos condescendentes com o próximo (seja lá ele quem for) e mais exigentes e arrogantes.
Apesar de tudo, continuo a preferir o dia de amanhã. É mais fácil quando somos verdadeiros connosco e com os outros não acham?
Até fico mais aliviada. Sempre detestei gente fingida e pouco genuína.
A partir de amanhã vamos para os saldos, não porque gostamos de dar mas porque queremos comprar para nós mesmos, paramos de comer para manter a linha ao invés de enfardarmos porque de facto gostamos de comer e fazemo-lo com prazer, estaremos de novo menos condescendentes com o próximo (seja lá ele quem for) e mais exigentes e arrogantes.
Apesar de tudo, continuo a preferir o dia de amanhã. É mais fácil quando somos verdadeiros connosco e com os outros não acham?
domingo, 11 de dezembro de 2011
Control Alt, Delete & Good Luck
Não sinto que a memória seja tão selectiva como por aí dizem. Se assim fosse, quando queremos dela apagar o quê ou quem não nos interessa guardar, tudo seria mais rápido. Parece que quando queremos de facto esquecer, a tecla "delete" encrava e não funciona. Curioso mas incompreensível.
Hoje peguei na borracha branca (aquela que usamos para as disciplinas de desenho na escola) e comecei a apagar: telefones, endereços de e-mail, recordações mais recentes e até algumas imagens - que já começavam a surgir um pouco deformadas (é normal, quando estamos muito tempo sem ver alguém, começamos a esquecer-nos dos seus traços fisionómicos e tudo parece um pouco turvo).
Boa sorte para ti - devem agora estar a pensar. Obrigada, pela parte que me toca. Até posso vir a precisar de sorte, mas o mais importante - a força de vontade - já entrou cá em casa - e não veio sozinha. A decisão vinha logo atrás. Para chegar ao control, alt & delete, bastou juntar a indiferença sentida na pele e alguma falta de atenção. Ajudou ainda ouvir a frase: "tu não és para quem não é para ti" e que tem direitos de autor, apesar de não poder falar em nomes. Tudo cozinhado cá dentro, deu nesta fabulosa receita: Ano Novo Vida Nova.
A ti, desejo-te Boa Sorte, porque sei que vais precisar.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Jogo de Paciência
Afinal a vida é um enorme jogo de paciência. O dia-a-dia exige paciência. Até os outros nos pedem, a toda a hora, que tenhamos paciência.
Costumo dizer que quando nasci a paciência estava esgotada na farmácia e que, por isso, tantas vezes chego ao limite com facilidade. Por estes dias descobri que estou muito melhor: afinal sou muito mais paciente e tolerante do que imaginava. No entanto não perdi a “espinha dorsal”. Paciente e tolerante sim, mas sem deixar de ser eu. E sabem que mais?! Fiquei contente. Descobri que nos 37 anos de vida que tenho, soube aprender a ter paciência e a tolerar atitudes e comportamentos que, muito ser humano, com muito mais idade que eu, não tem capacidade para tolerar e gerir. Parece que a idade não é sempre sinónimo de sabedoria. Por vezes ela revela apenas que existem pessoas cheias de si, mas no fundo muito inseguras.
Da minha parte, aprendi a dominar o jogo da paciência
domingo, 11 de setembro de 2011
Fui.
Todos nós já tivemos de sair da vida de alguém de forma contrariada. Fazemos isso aliás várias vezes, ao longo da nosa vida, em relação a pessoas junto de quem estivemos muito ou pouco tempo. Depende.
Ficamos geralmente com uma sensação mista de "tem de ser porque é o melhor para mim" com qualquer coisa como "não era nada disto que eu queria".
Bom mesmo é que esta confusão de sentimentos dura pouco. Ao fim de alguns dias cresce a sensação de "ainda bem porque foi o melhor que podia ter acontecido nesta altura", com a inevitável paz de espírito que isso nos tráz. Um verdadeiro alívio (mesmo que sair daquela vida fosse a última coisa que desejávamos no momento). Mesmo que genuinamente nos sintamos emocionalmente envolvidos com alguém.
A mensagem é: IR por vezes é o melhor remédio para a cura. Por isso, eu FUI.
Ficamos geralmente com uma sensação mista de "tem de ser porque é o melhor para mim" com qualquer coisa como "não era nada disto que eu queria".
Bom mesmo é que esta confusão de sentimentos dura pouco. Ao fim de alguns dias cresce a sensação de "ainda bem porque foi o melhor que podia ter acontecido nesta altura", com a inevitável paz de espírito que isso nos tráz. Um verdadeiro alívio (mesmo que sair daquela vida fosse a última coisa que desejávamos no momento). Mesmo que genuinamente nos sintamos emocionalmente envolvidos com alguém.
A mensagem é: IR por vezes é o melhor remédio para a cura. Por isso, eu FUI.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Quando elas se juntam...
E não é o máximo quando elas se juntam?! Quem é que não gosta dos "jantares de meninas temáticos ou não" das "ladies nights", dos "fins-de-semana de desbunda feminina"? Mesmo que não se unam muito, quando elas se juntam, tudo é possível... sempre com nível claro.
Uma destas noites estava numa esplanada em Belém, precisamente com duas amigas. Boa conversa, gargalhada fácil, apesar dos problemas, ambiente descontraído, saladas para manter o regime alimentar, mas regadas com Mojitos e comentários desinteressados, mas interessantes, sobre os barman mais bem cotados das praias do Sul, no que toca à arte de Mojitos, Caipirinhas e afins. De repente uma delas diz: "Gi, devias escrever sobre isto! Já viste como está o Rio? E as luzes do Cristo Rei e da Ponte 25 de Abril a reflectir no Tejo? Se isto é viver, tens de escrever...mesmo que não seja muito profundo".
De facto não é profundo, mas mostra como não tiramos por vezes partido dos pequenos momentos, ou como têm de nos tocar o sininho para acordarmos para eles. Por isso, aqui fica o testemunho. Meninas, para repetir se fazem favor: a noite em Belém, o fim-de-semana não sei onde, a sardinhada nos Olivais ou o Domingo na Costa Alentejana. Até lá.
Uma destas noites estava numa esplanada em Belém, precisamente com duas amigas. Boa conversa, gargalhada fácil, apesar dos problemas, ambiente descontraído, saladas para manter o regime alimentar, mas regadas com Mojitos e comentários desinteressados, mas interessantes, sobre os barman mais bem cotados das praias do Sul, no que toca à arte de Mojitos, Caipirinhas e afins. De repente uma delas diz: "Gi, devias escrever sobre isto! Já viste como está o Rio? E as luzes do Cristo Rei e da Ponte 25 de Abril a reflectir no Tejo? Se isto é viver, tens de escrever...mesmo que não seja muito profundo".
De facto não é profundo, mas mostra como não tiramos por vezes partido dos pequenos momentos, ou como têm de nos tocar o sininho para acordarmos para eles. Por isso, aqui fica o testemunho. Meninas, para repetir se fazem favor: a noite em Belém, o fim-de-semana não sei onde, a sardinhada nos Olivais ou o Domingo na Costa Alentejana. Até lá.
À descoberta.
Quem é que já experimentou descobrir-se a si próprio?! Vale a pena tentar pelo menos uma vez. É emocionante e ao mesmo tempo surpreendente.
Encontramo-nos. Conhecemos a nossa criança interior. Passamos a saber quem nos guia e como, qual é a nossa missão e porquê, o que nos trouxe aqui, porque nos cruzamos com determinadas pessoas e o que temos a aprender e a ensinar. Sobretudo, passamos a acreditar ainda mais que nada acontece por acaso. Ganhamos uma nova consciência de nós e dos outros e ficamos a conhecer ainda melhor o nosso papel por aqui...sim porque há um papel. Temos é de o saber desempenhar o melhor possível.
Boa sorte!
Encontramo-nos. Conhecemos a nossa criança interior. Passamos a saber quem nos guia e como, qual é a nossa missão e porquê, o que nos trouxe aqui, porque nos cruzamos com determinadas pessoas e o que temos a aprender e a ensinar. Sobretudo, passamos a acreditar ainda mais que nada acontece por acaso. Ganhamos uma nova consciência de nós e dos outros e ficamos a conhecer ainda melhor o nosso papel por aqui...sim porque há um papel. Temos é de o saber desempenhar o melhor possível.
Boa sorte!
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Criança Interior
As crianças têm a capacidade de nos surpreender todos os dias, sempre com a mesma honestidade e espontaneidade.
Se dizem que estamos bonitos é porque na verdade nos vêem desse modo. Se mostram gostar de nós, é porque assim é.
Pergunto-me como é que perdemos a nossa criança interior a partir da idade em que fisicamente deixamos de o ser. Passamos a agir de modo estudado, com menos sinceridade connosco próprios, com falta de emoção, enfim...
Adoraria encontrar a minha criança interior e recuperar tudo o que sinto que perdi por ter crescido.
Se dizem que estamos bonitos é porque na verdade nos vêem desse modo. Se mostram gostar de nós, é porque assim é.
Pergunto-me como é que perdemos a nossa criança interior a partir da idade em que fisicamente deixamos de o ser. Passamos a agir de modo estudado, com menos sinceridade connosco próprios, com falta de emoção, enfim...
Adoraria encontrar a minha criança interior e recuperar tudo o que sinto que perdi por ter crescido.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Inteligência Divina
A vida é uma verdadeira caixa de surpresas e quando menos esperamos, tudo acontece.
Mas o que mais me impressiona é a inteligência com que tudo se passa.
Nos últimos dias acompanhei de perto um "acontecimento" na vida de uma pessoa muito especial. Algo que desejava, por que lutou, mas na altura em que torcia para que acontecesse, não conseguiu lá chegar.
Meses mais tarde, do nada, sem esperar, a inteligência divida coloca essa grande oportunidade à porta, de mão beijada...eu diria quase com papel de embrulho e laço cor-de-rosa.
A moral desta história, com final feliz foi simples: há uns meses havia ainda muita coisa por fazer, algumas batalhas por travar, problemas por resolver, uma vida por organizar. Hoje, tudo isso parece estar no bom caminho e por isso era a altura certa para se receber, da vida, o que tanto se desejou.
É reconfortante saber que afinal a inteligência divina está atenta e que ainda consegue surpreender-nos tanto.
Mas o que mais me impressiona é a inteligência com que tudo se passa.
Nos últimos dias acompanhei de perto um "acontecimento" na vida de uma pessoa muito especial. Algo que desejava, por que lutou, mas na altura em que torcia para que acontecesse, não conseguiu lá chegar.
Meses mais tarde, do nada, sem esperar, a inteligência divida coloca essa grande oportunidade à porta, de mão beijada...eu diria quase com papel de embrulho e laço cor-de-rosa.
A moral desta história, com final feliz foi simples: há uns meses havia ainda muita coisa por fazer, algumas batalhas por travar, problemas por resolver, uma vida por organizar. Hoje, tudo isso parece estar no bom caminho e por isso era a altura certa para se receber, da vida, o que tanto se desejou.
É reconfortante saber que afinal a inteligência divina está atenta e que ainda consegue surpreender-nos tanto.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
À tua....
Um dia duvidei que poderia voltar a sentir tudo outra vez. E quando me diziam que sim, que estava apenas "bloqueada", que ia passar, que era uma fase, que quando olhasse para o novelo que era a minha vida e começasse a desatar os nós, tudo ia ser diferente...fiquei ainda assim com muitas dúvidas sobre a minha capacidade de gostar de alguém.
Verdade é que sou capaz de voltar a sentir. Coisas boas ou más, não sei. Mas senti, sinto...e só por isso já valeu a pena.
Tenho a prova que o mais difícil é começar. Depois de estarmos de novo permeáveis aos sentimentos pelo outro, voltamos a acreditar que afinal a nossa capacidade de amar não se esvaiu, só porque alguém um dia decidiu que devia acabar com ela.
Por isso brindo "à tua" felicidade, esteja ela onde e com quem estiver.
Verdade é que sou capaz de voltar a sentir. Coisas boas ou más, não sei. Mas senti, sinto...e só por isso já valeu a pena.
Tenho a prova que o mais difícil é começar. Depois de estarmos de novo permeáveis aos sentimentos pelo outro, voltamos a acreditar que afinal a nossa capacidade de amar não se esvaiu, só porque alguém um dia decidiu que devia acabar com ela.
Por isso brindo "à tua" felicidade, esteja ela onde e com quem estiver.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Desejo.
Há tanta coisa que eu queria tanto! Há tanta coisa que desejava que acontecesse com todas as minhas forças! Mas se por vezes desejar e acreditar parece ser suficiente, noutras nem tanto.
Li o famoso livro que fala sobre a força da mente, da crença, do desejo, mas ainda não tive as provas necessárias para crer que só desejar e acreditar chega para obtermos o que ambicionamos.
Logo se verá se é assim ou não. Na dúvida, mais vale usar uma receita mais equilibrada, composta por: acreditar, desejar, lutar por...
Li o famoso livro que fala sobre a força da mente, da crença, do desejo, mas ainda não tive as provas necessárias para crer que só desejar e acreditar chega para obtermos o que ambicionamos.
Logo se verá se é assim ou não. Na dúvida, mais vale usar uma receita mais equilibrada, composta por: acreditar, desejar, lutar por...
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Saber dizer NÃO!!!
Não é inato, pelo menos em todos. A maior parte de nós não sabe dizer "Não".
O curioso é que esta é uma das primeiras palavras que aprendemos, logo que começamos a falar, mas que a nossa memória parece apagar, com o passar do tempo.
Aprender ou reaprender a dizer "Não" a alguém ou a alguma coisa é, na idade adulta, uma enorme virtude. Um sinal de maturidade. O reflexo de uma lição de vida.
E já repararam como ficamos orgulhosos quando conseguimos soletrar a palavra com pompa e circunstância? N-Ã-O...
O "Não" às relações podres ou de mero conforto, à mediocridade dos outros, aos nossos filhos, aos colegas de trabalho, aos superiores hierárquicos, aos pais mesmo na idade adulta, é muito mais doloroso, mas completamente consciente. É um "Não", que nos faz falta e muitas vezes, ainda mais felizes.
O curioso é que esta é uma das primeiras palavras que aprendemos, logo que começamos a falar, mas que a nossa memória parece apagar, com o passar do tempo.
Aprender ou reaprender a dizer "Não" a alguém ou a alguma coisa é, na idade adulta, uma enorme virtude. Um sinal de maturidade. O reflexo de uma lição de vida.
E já repararam como ficamos orgulhosos quando conseguimos soletrar a palavra com pompa e circunstância? N-Ã-O...
O "Não" às relações podres ou de mero conforto, à mediocridade dos outros, aos nossos filhos, aos colegas de trabalho, aos superiores hierárquicos, aos pais mesmo na idade adulta, é muito mais doloroso, mas completamente consciente. É um "Não", que nos faz falta e muitas vezes, ainda mais felizes.
sábado, 7 de maio de 2011
Frases Soltas
São pensamentos que, sem contexto, na maioria das vezes, fazem sentido para nós e para quem nos ouve.
Ultimamente, parece que o mundo está fértil em ouvir e dizer coisas importantes e com sentido para "quase todos".
Eu mesma tenho algumas frases soltas, que já elevei a máximas de vida e que, até prova em contrário, pretendo seguir:
- Mais vale acompanhada comigo mesma, do que na tua solidão acompanhada.
- Ouvir as verdades pode ser tão doloroso, que muitos continuam a preferir viver na desonestidade e ignorância.
- A ilusão é tão saborosa enquanto dura e tão amarga quando acaba!
- A maledicência não nasce connosco mas pode matar-nos.
- Por vezes é difícil distinguir desejo interior de intuição. Queremos tanto uma coisa que começamos a intuir a sua concretização.
- Nunca percebi porque é que o destino não se zanga com o livre arbítrio!
(...)...acho que vou continuar um dia destes (...)
Ultimamente, parece que o mundo está fértil em ouvir e dizer coisas importantes e com sentido para "quase todos".
Eu mesma tenho algumas frases soltas, que já elevei a máximas de vida e que, até prova em contrário, pretendo seguir:
- Mais vale acompanhada comigo mesma, do que na tua solidão acompanhada.
- Ouvir as verdades pode ser tão doloroso, que muitos continuam a preferir viver na desonestidade e ignorância.
- A ilusão é tão saborosa enquanto dura e tão amarga quando acaba!
- A maledicência não nasce connosco mas pode matar-nos.
- Por vezes é difícil distinguir desejo interior de intuição. Queremos tanto uma coisa que começamos a intuir a sua concretização.
- Nunca percebi porque é que o destino não se zanga com o livre arbítrio!
(...)...acho que vou continuar um dia destes (...)
sábado, 23 de abril de 2011
O que sinto é...

Não me esqueço de ti.
Apesar de não te poder ligar ou escrever, apesar de não poder estar contigo, apesar da intangibilidade, o que sinto é mais forte que eu.
Não sei explicar o que é, sem sei se quero. Só sei dizer que é algo novo, que desconhecia existir, mas que me faz sentir viva. E só por isso já é bom, não achas?
Podes continuar a ser inatingível e longínquo. Eu vou continuar a sentir da mesma forma, a mesma saudade, a mesma vontade de falar contigo e de ouvir a tua voz, a mesma amizade.
A distância não muda nada!
Não sei como é para ti, mas tenho curiosidade... Quem sabe um dia possas dizer-me.
Combinado?!
sábado, 16 de abril de 2011
Porquês?!
Detesto não perceber o porquê das coisas - porque acontecem, porque existem, porque foram assim ou assado...
Não. Não estou na idade dos porquês e das perguntas difíceis. Simplesmente detesto gente que acha que ignorar é o melhor remédio. Na verdade, ignorar alguém ou alguma coisa pode até ser o caminho mais cómodo, mas gera um mau estar tão grande, que seria mais fácil dizermos a verdade, escolhermos o caminho mais difícil e turtuoso, mas certos que é tudo dito e feito às claras.
Mas porque é que nos deparamos tantas vezes com gente cobarde? Porque é que estamos constantemente a lidar com falta de ética? Porque é que tentamos puxar os outros para um modo de vida menos escorregadio e sem sucesso? Porquê, porquê, porquê???? Tenho tantos porquês ainda...e o pior é que apesar de tentar, muitas vezes não chego à resposta. Sobretudo, quando essa resposta depende de terceiros e cobardes - necessariamente os que nos trazem mais porquês por explicar. Afinal a idade dos porquês não é só válida nas crianças. Infelizmente há por aí muita gente adulta que não questiona porque dá trabalho e porque questionar implica fazer escolhas e tomar decisões...e assim lá vão outros tantos adultos, permanecendo sem resposta.
Não. Não estou na idade dos porquês e das perguntas difíceis. Simplesmente detesto gente que acha que ignorar é o melhor remédio. Na verdade, ignorar alguém ou alguma coisa pode até ser o caminho mais cómodo, mas gera um mau estar tão grande, que seria mais fácil dizermos a verdade, escolhermos o caminho mais difícil e turtuoso, mas certos que é tudo dito e feito às claras.
Mas porque é que nos deparamos tantas vezes com gente cobarde? Porque é que estamos constantemente a lidar com falta de ética? Porque é que tentamos puxar os outros para um modo de vida menos escorregadio e sem sucesso? Porquê, porquê, porquê???? Tenho tantos porquês ainda...e o pior é que apesar de tentar, muitas vezes não chego à resposta. Sobretudo, quando essa resposta depende de terceiros e cobardes - necessariamente os que nos trazem mais porquês por explicar. Afinal a idade dos porquês não é só válida nas crianças. Infelizmente há por aí muita gente adulta que não questiona porque dá trabalho e porque questionar implica fazer escolhas e tomar decisões...e assim lá vão outros tantos adultos, permanecendo sem resposta.
sábado, 2 de abril de 2011
Dúvidas
Tudo à volta indica que devo desistir...esquecer...
Não é o que quero, mas começam a faltar-me as forças para continuar, sobretudo porque não estás a colaborar.
Acordo e adormeço a pensar se devo investir neste esforço ou, se pelo contrário, devo entregar os pontos, baixar a toalha, deixar andar...e principalmente, não lutar mais por qualquer coisa que era saborosa, diferente, especial e nova para mim.
Têm sido as minhas dúvidas. Mas sou uma pessoa que acredita em sinais. E estes são todos contra esta minha luta. Infelizmente.
As dúvidas vão continuar, apesar de estar a pôr no papel, ou neste caso, no teclado onde as escrevo. Quero acreditar que virá algo superior que vai dissipar esta insegurança sobre como ou não agir contigo.
Espero que não demore.
Não é o que quero, mas começam a faltar-me as forças para continuar, sobretudo porque não estás a colaborar.
Acordo e adormeço a pensar se devo investir neste esforço ou, se pelo contrário, devo entregar os pontos, baixar a toalha, deixar andar...e principalmente, não lutar mais por qualquer coisa que era saborosa, diferente, especial e nova para mim.
Têm sido as minhas dúvidas. Mas sou uma pessoa que acredita em sinais. E estes são todos contra esta minha luta. Infelizmente.
As dúvidas vão continuar, apesar de estar a pôr no papel, ou neste caso, no teclado onde as escrevo. Quero acreditar que virá algo superior que vai dissipar esta insegurança sobre como ou não agir contigo.
Espero que não demore.
terça-feira, 15 de março de 2011
Os Deuses devem estar loucos.

Ultimamente parece que o mundo está a desabar aos poucos.
As catástrofes naturais são várias, em diversos pontos do globo e em catadupa por vezes no mesmo sítio - como se de uma vingança de um ser superior se tratasse. As populações e as autoridades mal têm tempo de se restabelecer, vêm-se a braços com outro fenómeno!
As brechas da economia passaram a fendas gigantes, com maior profundidade a cada dia que passa e andamos todos a tentar ver como chegar à superfície.
Socialmente já não falta quase nada, desde o pequeno insulto ao condutor do lado, até aos grandes conflitos, com direito a tudo o que se possa imaginar.
Estarão os Deuses zangados…ou loucos?!!
Está na altura de, individualmente, pensarmos no que temos andado a fazer. Talvez cada um de nós tenha contribuído, mesmo que pouco, para esta saída de órbita do planeta Terra. É que parece que estamos quase de cabeça para baixo e continuamos estoicamente a tentar manter-nos em pé.
Confesso que me começa a faltar o equilíbrio!
quinta-feira, 10 de março de 2011
Sede de Liberdade

A sede de liberdade toca a todos. Nuns mais que noutros e em alguns mais cedo que noutros.
Sim e qual a questão podem perguntar? Nenhuma. É óptima, é saudável, faz falta e é ela que nos liberta dos nós que tantas vezes nos fazem engasgar.
Tem sim de ser satisfeita, ou corremos o risco de sufocar de verdade.
Ser livre é qualquer coisa de especial! E isso não vem necessariamente com a idade, nem há uma fórmula única. Cada um terá a sua. Frequentemente, com o passar dos anos, acabamos por nos deixar prender ainda mais - ao dia-a-dia, aos compromissos sociais, profissionais, financeiros… sei lá.
Soltem-se. Libertem-se. Dentro dos vossos limites, mas façam-no!
Experimentem e depois contem como foi…
domingo, 6 de março de 2011
Relações em esforço

Parece que em alguns momentos da nossa vida, mesmo com as pessoas que nos são mais queridas, deixamos de saber como agir, o que dizer e como dizer. Parece que tudo o que fazemos serve apenas para aumentar o fosso, que começa a ser cada vez maior.
Damos por nós sem tema de conversa e sem à vontade, enquanto aumenta a falta de força anímica para continuar a investir numa relação em esforço e sem caminho aberto.
Valerá a pena? É a pergunta que fazemos a nós mesmos, diariamente, na busca de uma justificação plausível para manter essa luta interna a que, em algum momento, nos propusemos.
Enquanto conseguimos explicar a nós próprios o porquê do esforço, somos capazes de o manter vivo. Mas, quando, até para nós mesmos, não há uma razão coerente, deixa de fazer sentido.
Viver em esforço - sobretudo nas relações sociais - é desgastante e não vale a pena.
O remédio é passar à frente, por muito que nos custe pensar que estamos a "desistir" de alguma coisa.
sexta-feira, 4 de março de 2011
A minha capa.
Todos temos uma capa que nos protege e todos a usamos, mais ou menos.
E tu, um destes dias vais perceber que afinal eu tinha uma capa, para evitar mostrar mais do que devia e do que gostaria. Na gíria dizemos que é uma forma de não nos magoarmos a nós mesmos...e talvez concorde.
Não sei de que cor é a minha capa, nem quão grande ela é, mas sei que a uso todos os dias e em particular contigo. Talvez ela seja colorida, talvez tenha dias em que está mais incolor. Não sei! E isso não é importante. O que interessa é que me protege, sobretudo de ti.
É um modo de ser que me faz não tão exposta.
Não vou revelar-te mais do que posso. Não vou mostrar o que sinto. Não direi mais do que já te disse. Se um dia o destino me obrigar a despir esta capa, óptimo. Por enquanto, é melhor para todos que assim seja.
Podem dizer que é uma forma de me esconder, de "enterrar a cabeça na areia"...não, não é! É apenas um modo de estar numa sociedade tão agressiva. Por isso, vou continuar a proteger o que sinto com a minha capa. Desculpa…
E tu, um destes dias vais perceber que afinal eu tinha uma capa, para evitar mostrar mais do que devia e do que gostaria. Na gíria dizemos que é uma forma de não nos magoarmos a nós mesmos...e talvez concorde.
Não sei de que cor é a minha capa, nem quão grande ela é, mas sei que a uso todos os dias e em particular contigo. Talvez ela seja colorida, talvez tenha dias em que está mais incolor. Não sei! E isso não é importante. O que interessa é que me protege, sobretudo de ti.
É um modo de ser que me faz não tão exposta.
Não vou revelar-te mais do que posso. Não vou mostrar o que sinto. Não direi mais do que já te disse. Se um dia o destino me obrigar a despir esta capa, óptimo. Por enquanto, é melhor para todos que assim seja.
Podem dizer que é uma forma de me esconder, de "enterrar a cabeça na areia"...não, não é! É apenas um modo de estar numa sociedade tão agressiva. Por isso, vou continuar a proteger o que sinto com a minha capa. Desculpa…
domingo, 27 de fevereiro de 2011
De repente...puff....
No outro dia, encontrei a peça que faltava. O puzzle ficou quase pronto e percebi que a imagem que eu tinha construído, não teria nunca aquela luz que imaginara!
Afinal, não quero isso para mim. Que surpresa! E foi tão rápido. Bastou um clique e pronto. Desfez-se o castelo de cartas que durante meses tinha tentado equilibrar.
Do nada, dei por mim a pensar que estava no sítio errado, com a pessoa enganada e que talvez me tivesse desencontrado do meu caminho e que isso seria o sinal que precisava. Estes cliques mentais fazem-nos falta. São eles que nos empurram ou nos tiram, muitas vezes, de tantas situações...sejam elas boas ou más.
É talvez a nossa intuição a dar-nos um toque, a nossa consciência. Vou tentar estar mais atenta.
Afinal, não quero isso para mim. Que surpresa! E foi tão rápido. Bastou um clique e pronto. Desfez-se o castelo de cartas que durante meses tinha tentado equilibrar.
Do nada, dei por mim a pensar que estava no sítio errado, com a pessoa enganada e que talvez me tivesse desencontrado do meu caminho e que isso seria o sinal que precisava. Estes cliques mentais fazem-nos falta. São eles que nos empurram ou nos tiram, muitas vezes, de tantas situações...sejam elas boas ou más.
É talvez a nossa intuição a dar-nos um toque, a nossa consciência. Vou tentar estar mais atenta.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Desilusão.
Há pessoas que demoram para nos decepcionar, mas quando o fazem, fazem-no de forma tão consistente e persistente, que não hesitamos em afastar-nos.
O ridículo é que quem decepciona tem, muitas vezes, a percepção que o está a fazer porque tem razões para isso, quando na verdade, até nos faz um favor.
Quem tem a capacidade de nos decepcionar nos vários momentos da nossa vida, fá-lo por falta de coragem, por medo, enfim...porque não é capaz de viver de outra maneira e por isso não serve para estar próximo de nós, seja qual for a razão da sua presença na nossa vida.
A parte boa, é que fica ao nosso critério permitir que a mesma pessoa nos desiluda mais que uma vez, ou que à primeira, tenhamos frontalidade suficiente para dizer BASTA!
A decisão depende do momento que vivemos, do nível de maturidade de cada um, e da coragem que tenhamos.
Boa sorte e poucas desilusões!
O ridículo é que quem decepciona tem, muitas vezes, a percepção que o está a fazer porque tem razões para isso, quando na verdade, até nos faz um favor.
Quem tem a capacidade de nos decepcionar nos vários momentos da nossa vida, fá-lo por falta de coragem, por medo, enfim...porque não é capaz de viver de outra maneira e por isso não serve para estar próximo de nós, seja qual for a razão da sua presença na nossa vida.
A parte boa, é que fica ao nosso critério permitir que a mesma pessoa nos desiluda mais que uma vez, ou que à primeira, tenhamos frontalidade suficiente para dizer BASTA!
A decisão depende do momento que vivemos, do nível de maturidade de cada um, e da coragem que tenhamos.
Boa sorte e poucas desilusões!
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Donos de nós mesmos.
O livre arbítrio é tramado.
Fazemos castelos no ar, sonhamos em voz alta, especulamos, desejamos as coisas com todas as nossas forças, lemos nas borras do café, nas cartas, nos búzios e nas runas e de repente, a nossa consciência acorda-nos para a realidade e põe o livre arbítrio a funcionar.
Mais do que o que alguém um dia reservou para nós, somos donos de nós mesmos e por isso podemos sempre ser quem queremos e como queremos. Basta querer e lutar por isso.
Mas afinal não é bom sonhar e a cores?! Definitivamente é. Mas tal como do sonho que temos quando dormimos, acordamos em determinado momento, também o sonho da vida tem data e hora marcada para acabar.
Fica à consciência de cada um se deve seguir o livre arbítrio o que lhe está reservado. Se continuar a alimentar sonhos cor-de-rosa ou se, pelo contrário, deve acordar e ser dono das suas decisões mais racionais. Ser pragmático também é afinal uma virtude.
Bons sonhos a todos :)
Fazemos castelos no ar, sonhamos em voz alta, especulamos, desejamos as coisas com todas as nossas forças, lemos nas borras do café, nas cartas, nos búzios e nas runas e de repente, a nossa consciência acorda-nos para a realidade e põe o livre arbítrio a funcionar.
Mais do que o que alguém um dia reservou para nós, somos donos de nós mesmos e por isso podemos sempre ser quem queremos e como queremos. Basta querer e lutar por isso.
Mas afinal não é bom sonhar e a cores?! Definitivamente é. Mas tal como do sonho que temos quando dormimos, acordamos em determinado momento, também o sonho da vida tem data e hora marcada para acabar.
Fica à consciência de cada um se deve seguir o livre arbítrio o que lhe está reservado. Se continuar a alimentar sonhos cor-de-rosa ou se, pelo contrário, deve acordar e ser dono das suas decisões mais racionais. Ser pragmático também é afinal uma virtude.
Bons sonhos a todos :)
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Sensibilidade e Bom Senso

Sensibilidade e bom senso é antes de mais um clássico de Ang Lee, com a participação de grandes nomes como Emma Thompson, Kate Winslet e Hugh Grant...entre outros.
E na vida real, quantos de nós conseguimos aliar estes dois atributos? Quantos de nós tem a capacidade de viver de forma intensa a sua sensibilidade moral e física, mantendo o bom senso em relação a si e ao próximo?
A sensibilidade torna-nos, com frequência, egoístas, sobretudo quando nos focamos nos nossos próprios sentimentos, fazendo-nos ignorar o outro...retirando-nos o bom senso, o equilíbrio nas decisões e nos julgamentos.
Nós é que temos a mania que ter sensibilidade é sermos sensíveis ao outro. É termos compaixão. Na verdade também é. Mas mais que isso, sermos sensíveis é sermos melindráveis ao que nos dizem, ao que pensam de nós, ao que nos fazem de mal ou bem.
Ter sensibilidade e bom senso é ser-se equilibrado. É saber estar na vida.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
O Mundo é pequeno.
O Mundo é uma ervilha e todos os dias temos provas disso. Este que conhece aquele, que afinal é amigo do outro, que por sua vez ainda é parente não sei de quem, que nos conhece também mas já não nos vê há muito tempo... uma confusão. Qualquer dia temos de ir para Marte, para começar um novo mundo. Eu candidato-me. Desde que não me falte o oxigénio, estou lá.
Esta história do "diz que disse" de fulano, sicrano e beltrano, põe-me nervosa. Até quando queremos ignorar as coisas, assuntos e pessoas, tudo nos vem parar às mãos. É uma sociedade com pobreza de espírito de facto.
Como será este "diz que disse" com os marcianos? Bem, mais que não seja porque somos diferentes (achamos nós) e não nos fazemos entender mutuamente, a comunicação não deve ser tão fluida.
Pensem nisso e já agora, antes de proliferarem qualquer notícia na sociedade da ervilha, pensem no quanto a ervilha é pequena e está a ficar podre.
Esta história do "diz que disse" de fulano, sicrano e beltrano, põe-me nervosa. Até quando queremos ignorar as coisas, assuntos e pessoas, tudo nos vem parar às mãos. É uma sociedade com pobreza de espírito de facto.
Como será este "diz que disse" com os marcianos? Bem, mais que não seja porque somos diferentes (achamos nós) e não nos fazemos entender mutuamente, a comunicação não deve ser tão fluida.
Pensem nisso e já agora, antes de proliferarem qualquer notícia na sociedade da ervilha, pensem no quanto a ervilha é pequena e está a ficar podre.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Tu és ...
Olhar penetrante e sorriso luminoso. És tu.
Gargalhada fácil e estridente. É tua.
Sempre presente. É como tu estás.
Rodeado de gente alegre e bem disposta. É desta maneira que permaneces grande parte do tempo.
Tu és assim, estejas onde estiveres.
Existes de verdade.
E eu gosto de ti assim!
Gargalhada fácil e estridente. É tua.
Sempre presente. É como tu estás.
Rodeado de gente alegre e bem disposta. É desta maneira que permaneces grande parte do tempo.
Tu és assim, estejas onde estiveres.
Existes de verdade.
E eu gosto de ti assim!
sábado, 15 de janeiro de 2011
O destino no outro lado da rua.
Nem sempre olhamos para o lado certo da rua. Temos uma avenida inteira para nos perdermos e vamos directos ao que é proibitivo. Porquê? O quê ou quem estava afinal naquele lado da rua, que me chamou a atenção? Que me fez olhar e ficar presa? O destino gosta de nos testar e quando nos apanha a caminhar distraídos prega-nos destas partidas. "Ai é.... estás tão segura de ti, então aqui vai. Agora orienta-te que eu quero ver como é que te vais safar desta...".
E tinha sido tão fácil evitar tudo isto. Bastava naquele dia ter olhado em frente com atenção, ao invés de me distrair com o que se estava a passar ao lado.
O problema é que não sei comunicar com o destino. Ele nisso é muito melhor que eu. Parece que me desafia, mas que me entende. Já eu, não sei fazer nada disso. Fico a remoer nos porquês da esparrela e não chego a conclusão alguma. Se ao menos ele se fizesse ouvir...talvez fosse capaz de o perceber e até de o ajudar a ajudar-me.
"Todos temos de passar por isto minha querida...faz parte do crescimento, da aprendizagem, da maturidade...daqui a um tempo vais aliás agradecer-me e chegar à conclusão que quando te fiz olhar para a direita, foi porque isso ia ser bom para ti. Agora não entendes, mas vais lá chegar".
A mim... resta-me esperar e perceber. Os porquês estão lá....eu é que não os estou a ver e continuo a não conseguir ouvir o Senhor Destino.
E tinha sido tão fácil evitar tudo isto. Bastava naquele dia ter olhado em frente com atenção, ao invés de me distrair com o que se estava a passar ao lado.
O problema é que não sei comunicar com o destino. Ele nisso é muito melhor que eu. Parece que me desafia, mas que me entende. Já eu, não sei fazer nada disso. Fico a remoer nos porquês da esparrela e não chego a conclusão alguma. Se ao menos ele se fizesse ouvir...talvez fosse capaz de o perceber e até de o ajudar a ajudar-me.
"Todos temos de passar por isto minha querida...faz parte do crescimento, da aprendizagem, da maturidade...daqui a um tempo vais aliás agradecer-me e chegar à conclusão que quando te fiz olhar para a direita, foi porque isso ia ser bom para ti. Agora não entendes, mas vais lá chegar".
A mim... resta-me esperar e perceber. Os porquês estão lá....eu é que não os estou a ver e continuo a não conseguir ouvir o Senhor Destino.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Dia-a-Dia robótico
É todos os dias a mesma coisa: acordar ao som do alarme do telemóvel, banho, pequeno-almoço em pé e a correr, sair de casa com mochila, PC, carteira, lancheira, raquete de ténis (quando é dia), saco de ginásio e mais qualquer coisa que no elevador acaba por cair ao chão, porque as mãos não levam mais e até a luz do prédio já acendemos com o cotovelo.
Depois o resto do que é costume: escola (como se de um depósito de crianças se tratasse), trabalho...e o regresso, sabe-se lá a que horas.
Pelo meio fica a logística do dia-a-dia, ficam os pequenos conflitos e problemas, os assuntos pendentes, os telefonemas, sms's, e-mails, reuniões, alertas, conversas paralelas, pequenas e grandes decisões.....
À noite, voltamos às tarefas repetitivas, desta vez em sentido contrário, com um tempinho pelo meio para jantar e quem sabe ver as notícias do dia (só os destaques porque não há tempo para tudo), pensar e preparar o dia seguinte para que de manhã não haja atrasos e...finalmente...dormir (já agora à pressa, porque também para isso não há muita disponibilidade).
Entretanto contamos um, dois, três, quatro cinco e pronto: a semana acabou. Mais uma vez não demos pelo tempo passar, metade do que queríamos e tínhamos planeado não conseguimos fazer e ficamos frustrados connosco próprios.
A cada dia que passa somos cada vez mais uns robots animados, que usam e abusam dos movimentos repetitivos e tarefeiros, uns quem sabe com algum objectivo mas, na maioria, só com o instinto de sobrevivência diário - este sim comum a todos.
Depois o resto do que é costume: escola (como se de um depósito de crianças se tratasse), trabalho...e o regresso, sabe-se lá a que horas.
Pelo meio fica a logística do dia-a-dia, ficam os pequenos conflitos e problemas, os assuntos pendentes, os telefonemas, sms's, e-mails, reuniões, alertas, conversas paralelas, pequenas e grandes decisões.....
À noite, voltamos às tarefas repetitivas, desta vez em sentido contrário, com um tempinho pelo meio para jantar e quem sabe ver as notícias do dia (só os destaques porque não há tempo para tudo), pensar e preparar o dia seguinte para que de manhã não haja atrasos e...finalmente...dormir (já agora à pressa, porque também para isso não há muita disponibilidade).
Entretanto contamos um, dois, três, quatro cinco e pronto: a semana acabou. Mais uma vez não demos pelo tempo passar, metade do que queríamos e tínhamos planeado não conseguimos fazer e ficamos frustrados connosco próprios.
A cada dia que passa somos cada vez mais uns robots animados, que usam e abusam dos movimentos repetitivos e tarefeiros, uns quem sabe com algum objectivo mas, na maioria, só com o instinto de sobrevivência diário - este sim comum a todos.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Perder.

Saber perder ou pelo menos não ganhar é uma forma de saber viver.
A perda, qualquer que seja, é sempre dolorosa...muito intensa, suportável ou menor.
Hoje sinto que perdi, ou que pelo menos que não ganhei. Ainda!
Por vezes a sensação de perda passa apenas por algo que não chegamos a conseguir, apesar do querer, do esforço que exigiu ou não de nós, do empenho e dedicação que tivemos, da vontade.
Dizem por aí que é tudo uma questão de acreditar. Não sei. Acho que só acreditar não basta. Mas seria adorável que acreditar nas coisas, com toda a força do mundo, fosse o suficiente para chegar a qualquer lado. Era bem mais fácil.
Espero que seja uma perda temporária e que se apague com o andar do relógio. O tempo é de facto uma arma contra a dor e a perda, seja ela qual fôr e tenha qualquer dimensão.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Coragem ou talvez não.

Alguém é capaz de definir a palavra coragem? E quem é que é afinal corajoso?
E quem o é? Diz ao Mundo ou opta pelo silêncio?
Coragem é uma palavra que revela firmeza de espírito, atitude perante o risco, ânimo na forma de encarar a vida, frontalidade nos actos e palavras, mesmo que isso signifique não seguir o que é politicamente correcto. A coragem é apenas para alguns e é um dom inato em poucos. Nem sempre quem é corajoso é bem sucedido. Nem sempre quem é alvo da coragem do outro gosta de o ser.
É um sentimento, atitude, comportamento, no mínimo estranho. A quem é que nunca aconteceu ouvir uma destas frases feitas:
- Vá coragem! Isso vai passar.
- Foste muito corajoso. Eu no teu lugar não teria feito ou dito tal coisa.
- Aquilo foi um acto de coragem. Numa situação de risco, é preciso ter sangue frio.
Enfim. Ter coragem é uma forma livre de estar na vida. De ser desprendido, mas definitivamente de tentar ser feliz.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Virar o ano...
Por aqui fala-se em virar o ano. Com muita pena não o farei já em terras de Iemanjá, mas sim, nas nuvens, no céu....sei lá.
Ao contrário do Natal, que me faz sentir deprimente, passar de um ano para o outro é um sinal de renascimento. É tempo de recomeçar, de voltar a sonhar, de repensar valores, de sermos ainda melhores, de querermos mais...
Hoje devemos todos pensar no que vamos amanhã à noite desejar, com todas as nossas forças. Do que queremos ser realmente em 2011.
É bom termos tudo na ponta da língua quando chegar a altura de pedir, de fechar os olhos e de querer fazer acontecer.
As passas, as uvas, os santos, os druidas, ou outra qualquer entidade não gostam de gente engasgada.
Depois não se esqueçam que, somos tantos a pedir quase ao mesmo tempo que, ou somos claros e assertivos ou, corremos o risco de não passar a mensagem.
Amanhã façam-se ouvir e sobretudo, acreditem que podem fazer acontecer!!!
Bom Ano para todos.
Ao contrário do Natal, que me faz sentir deprimente, passar de um ano para o outro é um sinal de renascimento. É tempo de recomeçar, de voltar a sonhar, de repensar valores, de sermos ainda melhores, de querermos mais...
Hoje devemos todos pensar no que vamos amanhã à noite desejar, com todas as nossas forças. Do que queremos ser realmente em 2011.
É bom termos tudo na ponta da língua quando chegar a altura de pedir, de fechar os olhos e de querer fazer acontecer.
As passas, as uvas, os santos, os druidas, ou outra qualquer entidade não gostam de gente engasgada.
Depois não se esqueçam que, somos tantos a pedir quase ao mesmo tempo que, ou somos claros e assertivos ou, corremos o risco de não passar a mensagem.
Amanhã façam-se ouvir e sobretudo, acreditem que podem fazer acontecer!!!
Bom Ano para todos.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Triste...
A tristeza é qualquer coisa que nem sempre conseguimos explicar. É uma palavra sem porquês. Sabemos apenas que estamos menos efusivos, sentimos um pequeno nó na garganta, os olhos brilham mas não pelos melhores motivos e as lágrimas saltam na primeira oportunidade. Que inoportunas que são as lágrimas. Nós a tentarmos disfarçar e elas "pumbas", rolam cara abaixo, sem pedir licença e pior: só param quando querem. Por vezes bem tentamos, mas as gotículas repentinas e cheias de personalidade não nos dão tréguas.
Não gosto de te ver com essa cara! O que aconteceu? Então? O que se passa? Vá lá, não fiques assim!....são as expressões mais populares nestes dias.
Mas quando não se consegue explicar o porquê da tristeza, não adianta ouvir qualquer palavra de conforto.
Quando assim é sentimos que o melhor que podemos fazer é dormir e esperar que no dia seguinte o nó tenha sido desatado, que a fonte tenha secado, que o sorriso esteja mais luminoso, mesmo que pouco, para evitar perguntas mais indiscretas.
Depois, basta acreditar que somos capazes de sorrir no dia seguinte.
E vocês, acreditam?
Não gosto de te ver com essa cara! O que aconteceu? Então? O que se passa? Vá lá, não fiques assim!....são as expressões mais populares nestes dias.
Mas quando não se consegue explicar o porquê da tristeza, não adianta ouvir qualquer palavra de conforto.
Quando assim é sentimos que o melhor que podemos fazer é dormir e esperar que no dia seguinte o nó tenha sido desatado, que a fonte tenha secado, que o sorriso esteja mais luminoso, mesmo que pouco, para evitar perguntas mais indiscretas.
Depois, basta acreditar que somos capazes de sorrir no dia seguinte.
E vocês, acreditam?
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Saudade.
Hoje senti saudades. Hoje ganhei coragem e disse que sentia saudades.
Mas só eu senti isso. Só eu tenho esta sensação de perda...de perda de algo que nunca cheguei a ganhar.
Não fico insegura, triste, fragilizada...nada disso. Só mesmo com saudades. Nem sei bem de quê ao certo! Não sei de quê porque na verdade não posso ter saudades de nada em concreto. Mas o que é facto é que sinto esta coisa estranha, cuja palavra dizem os entendidos, que não tem tradução (é a 7ª palavra mais difícil de traduzir no mundo) para outros idiomas. Um sentimento que tem sido tão comentado, divulgado, cantado e aclamado por tantos e grandes poetas, os quais também chamam a si e ao país, a titularidade deste sentimento: A SAUDADE.
A saudade não tem sinónimo. Ela é única. Cheia de personalidade. É uma espécie de melancolia que se instala em nós devido a uma perda, seja ela temporária ou definitiva.
A saudade é tão portuguesa que só os portugueses, através do fado, os brasileiros, na bossa nova e os cabo verdianos, nas mornas, a conseguem verbalizar, cantar, expandir. A saudade é nossa. Hoje a saudade é minha!
Mas só eu senti isso. Só eu tenho esta sensação de perda...de perda de algo que nunca cheguei a ganhar.
Não fico insegura, triste, fragilizada...nada disso. Só mesmo com saudades. Nem sei bem de quê ao certo! Não sei de quê porque na verdade não posso ter saudades de nada em concreto. Mas o que é facto é que sinto esta coisa estranha, cuja palavra dizem os entendidos, que não tem tradução (é a 7ª palavra mais difícil de traduzir no mundo) para outros idiomas. Um sentimento que tem sido tão comentado, divulgado, cantado e aclamado por tantos e grandes poetas, os quais também chamam a si e ao país, a titularidade deste sentimento: A SAUDADE.
A saudade não tem sinónimo. Ela é única. Cheia de personalidade. É uma espécie de melancolia que se instala em nós devido a uma perda, seja ela temporária ou definitiva.
A saudade é tão portuguesa que só os portugueses, através do fado, os brasileiros, na bossa nova e os cabo verdianos, nas mornas, a conseguem verbalizar, cantar, expandir. A saudade é nossa. Hoje a saudade é minha!
domingo, 5 de dezembro de 2010
Onde está o espírito de Natal?

Dizem que é a época de estar em família, o tempo de celebrar a paz, o momento para comemorar o nascimento de Jesus. Pergunto: onde pára o conceito de família nos dias de hoje? As famílias estão espartilhadas por diferentes locais. Os mais velhos, que tanto cultivavam o Natal "com todos", à volta do bacalhau "com muitos" e da ida em excursão para a missa do galo, já não estão cá para apelar à tão famigerada família e por isso, restam os mais novos, esses sim que gostam de ver os adultos à volta da mesma, todos com cara de caso e já agora a pôr em ordem umas “conversinhas” de pé de orelha, enquanto se abrem os presentes. E a paz? Onde está ela? Os ricos lutam para ser mais ricos, os pobres dão tudo para não ficar na miséria, os políticos batem-se por um lugar ao sol (mesmo em pleno Inverno político), as forças de segurança ora batem ora tentam implementar a ordem e a paz social...Será que esta Paz é apenas aquela que vemos nas fileiras de ajuda aos pobres? Sim, porque somos todos tão humildes e bonzinhos que no Natal, mas só no Natal, colaboramos nas compras da semana para o banco alimentar e vamos ajudar na sopa dos pobres na ceia de Natal. Somos mesmo benevolentes!
E o nascimento de Jesus? Quem é que ainda se lembra do que aprendeu na catequese? Quem sabe o nome dos Reis Magos e quais os ricos presentes que levaram a Maria e a José? E como chegaram ao local? Quem os guiou? Leiam os livros de histórias dos mais novos para recordar. Vai ajudar com toda a certeza. E já agora um conselho! Não pendurem à janela os estandartes de Natal que se vendem numa famosa cadeia de super-mercados de origem francesa se não sabem o que estão a fazer.
Pois é! Parece que sobrou o espírito das compras com cartão de crédito, que contribui para a taxa de endividamento dos portugueses e ajuda a encher os carrinhos de quilos de brinquedos e outras coisas sem utilidade.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Vontades.
Apecete-me pegar no carro e conduzir durante horas sem parar, com a música aos berros, só na companhia de mim mesma.
Apetece-me entrar num avião que esteja a partir para um sítio longínquo e ficar por lá.
Apetece-me comprar uma caixa de bombons e devorá-los como se não houvesse amanhã. Apetece-me pegar no cartão e ir para as compras até chegar ao último cêntimo.
Apetece-me vestir uma roupa desportiva e correr até cair para o lado de cansaço.
Apetece-me tanta coisa, que não sei por onde e como começar.
Mas porque é que tudo o que nos apetece nem sempre é acessível, fazível e outras coisas acabadas em "ível" na altura em que queremos?!
O verbo "apetecer" nem é dos meus favoritos. A palavra "apetece-me" não é das que mais uso. Nunca fui de apetites vorazes...nem mesmo grávida, onde apetite de qualquer coisa se confunde com os "tradicionais desejos" da mãe.
Mas hoje estou de "apetites".
Apetece-me entrar num avião que esteja a partir para um sítio longínquo e ficar por lá.
Apetece-me comprar uma caixa de bombons e devorá-los como se não houvesse amanhã. Apetece-me pegar no cartão e ir para as compras até chegar ao último cêntimo.
Apetece-me vestir uma roupa desportiva e correr até cair para o lado de cansaço.
Apetece-me tanta coisa, que não sei por onde e como começar.
Mas porque é que tudo o que nos apetece nem sempre é acessível, fazível e outras coisas acabadas em "ível" na altura em que queremos?!
O verbo "apetecer" nem é dos meus favoritos. A palavra "apetece-me" não é das que mais uso. Nunca fui de apetites vorazes...nem mesmo grávida, onde apetite de qualquer coisa se confunde com os "tradicionais desejos" da mãe.
Mas hoje estou de "apetites".
domingo, 28 de novembro de 2010
Querido Pai Natal
Há muitos anos que não escrevo uma carta ao Pai Natal! Mas este, não resisti. Por isso aqui vai:
"Querido Pai Natal,
Este ano portei-me bem mais uma vez. Acho até que me portei melhor que noutros anos. Vivi de forma mais consciente e sincera - sem mentiras e omissões, usando de toda a minha frontalidade e presença de espírito e com mais sentido de humor. Até me tornei uma pessoa mais paciente (lembra-te que quando nasci, a paciência estava esgotada devido ao 25 de Abril - que tinha acontecido há meia dúzia de meses - e daí este meu handicap).
Por isso, este Natal vou querer, debaixo da minha árvora, vários embrulhos coloridos. Em cada um dos presentes gostaria que deixasses um dos "brinquedos" da minha lista de desejos:
- muita paz de espírito, uma caixa grande cheia de saúde, doses extra de paciência (ando a treinar, mas ainda preciso de uma ajuda mágica), capacidade para sorrir todos os dias, força para viver tudo ao máximo e ultrapassar os obstáculos que, diariamente, vou encontrando... Queria ainda que te lembrasses de mim quando estiveres a embrulhar "a capacidade de amar"... que entretanto ficou pelo caminho e que também não voltei a encontrar.
Não vou pedir dinheiro. Já sei que me vais dizer que isso todos querem e que não ias ter para tanta gente. Mas deixa ...nessa parte eu cá me arranjarei.
Ah! E não batas à porta quando chegares, nem faças muito barulho na chaminé. Sabes ... sempre gostei de surpresas. Podes deixar tudo debaixo da árvore iluminada. No dia 25, logo cedo, quando for buscar as Barbies, os Nenucos e os jogos para a Playstation, prometo que vou ter todo o cuidado do mundo com os outros presentes. Fica descansado. Sei que são frágeis e que podem partir outra vez e isso, eu não quero que aconteça.
Obrigada Pai Natal.”
domingo, 21 de novembro de 2010
Lá longe.

Estás tão longe e ao mesmo tempo tão perto, que podes surgir do outro lado a qualquer momento. Tão longe e até tão "distante daqui", de mim, de todos os que cá estão.
Consigo imaginar o que estás a fazer neste momento e até com quem estarás. Mas não consigo aproximar-me.... aqui não há telefone, e-mail, sms, chat ou outra forma de contacto que ajude. Ou se está ou não se está de facto.
Por vezes pergunto a mim mesma se não deveria ignorar esta distância e de uma vez por todas seguir em frente. Queira o "em frente" significar neste contexto, ignorar a distância ou deitar para trás das costas o que sinto.
A distância físico-geográfica é dolorosa, mas a espiritual acaba por ser a que mais se entranha em cada um de nós, quando sentimos falta de algo ou alguém.
Por muito que queiramos e achemos que é possível, não controlamos completamente o que pensamos e sentimos. Tentamos sim. Mas nem sempre conseguimos.
Para o bem e para o mal, o estar longe da vista, pode não significar estar também distante do coração. Ajuda...mas não resolve todas as nossas faltas. E a minha, continua aqui.
domingo, 14 de novembro de 2010
Pensamento ou sonho?!

Não vos acontece sentirem que têm de deixar de pensar em algo ou alguém e não serem capazes?! Sentirem-se sufocados e invadidos durante o dia e adormecerem sem conseguir deixar para trás o que vos atormenta?
E por muito que seja até algo delicioso, só o facto de nos invadir diariamente, faz-nos ter consciência que devemos esquecer, evitar, fugir...
Muitas vezes, o que ocupa conscientemente o nosso subconsciente é tão utópico, fruto de um sonho, algo que desejamos muito que aconteça mas que sabemos que é impossível, ou tão difícil que se torna pouco provável...
Depois, ficamos indecisos se afinal, por ser um sonho, devemos ou não alimentar e tentar correr atrás - dizem por aí que o sonho comanda a vida e enquanto sonho, por muito cor-de-rosa que seja, pode ser sempre uma fonte de energia, de novos caminhos, de um futuro diferente de tudo o que conhecemos e que acreditamos nos vai fazer melhores e mais felizes.
Por isso, prefiro continuar a viver num castelo de nuvens e a alimentar sonhos. Acredito que quando sonhamos e desejamos algo com muita força, estamos a ajudar a vida a transferir os nossos sonhos e pensamentos, para o patamar da realidade.
sábado, 30 de outubro de 2010
O Outono.

Para a pintura, para a escrita ou para outra qualquer disciplina, cada um terá um talento muito próprio.
E isso nasce connosco, apesar de ser algo que depois podemos ou não fazer crescer.
Neste Outono, a pessoa mais especial que conheço, deu os seus primeiros passos na escrita criativa, revelando o que um ser, com apenas 7 anos de idade, pode ser capaz criar, a partir da sua imaginação. Aqui fica o que me impressionou:
"O Outono já chegou. As frutas do Outono são as : as romãs, as pêras e as castanhas. No Outono, os pássaros vão para países mais quentes e as folhas caem. Começam as vindimas. Gosto muito de saltar para cima dos montes de folhas! As primeiras chuvas caem também no Outono. Eu gosto do Outono."
E eu gosto muito de ti!
domingo, 24 de outubro de 2010
A Vila.
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Este é um sítio muito especial. Um daqueles que vem nos livros mais enigmáticos da nossa adolescência mas que, apesar do tempo, mantem ainda traços que nos transportam para cenários bucólicos, descritos por escritores e desenhados por pintores do SEC. XIX.
Quando olhamos à volta vemos ainda as árvores centenárias, os palácios, as quintas e as casas apalaçadas, os cafézinhos de ambiente intimista e romântico, as estradas estreitas e sombrias devido à intensidade da serra e do arvoredo...
À noite, com a lua cheia a espeitar por entre as folhas do choupos, que se agitam com os primeiros ventos do Outono ou, de dia, com o Sol a reflectir nas paredes coloridas dos edifícios, a vila transporta-nos para um outro tempo - um tempo que só lemos nos livros, um tempo que nos recorda um passeio romântico de charrete, um tempo que nos faz lembrar o aroma da terra molhada e dos bolos quentes a sair do forno.
Cada vez que volto à vila sinto vontade de reler " Os Maias", de explorar a vida dos Druidas, de saber mais sobre os subterrâneos do Monte da Lua, de me perder nos jardins da Pena e no fim...deliciar-me com as castanhas quentas, apregoadas pelos assadores junto aos cafés Paris e Central.
Há sítios que nos ficam na memória para sempre, tal como eram no seu melhor tempo, mesmo que só os tenhamos conhecido nos SEC. XX e XXI.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Um dia quem sabe o que serei...

Um dia quem sabe serei gente. Um dia quem sabe serei grande. Um dia quem sabe serei feliz. Um dia quem sabe, saberei quem sou. Um dia, quem sabe, serei eu mesma a saber sobre tudo e todos.
Na vida de cada um de nós há sempre um dia, ou O DIA. O dia em que conseguimos a sabedoria ambicionada, o dia em que finalmente chegamos ao nosso eu, o momento em que o nosso objectivo de vida é cumprido.
Ainda estou muito longe desse dia, mas acredito que metade do caminho já foi feito e que UM DIA, QUEM SABE, saberei fazer para os outros, profecias com certezas, ao invés de me ficar pelo discurso "Um dia quem sabe isso...." que é aliás um discurso cheio de "SES".
A cada dia damos um pequeno passo para esse grande momento - o momento em que passamos a saber quase tudo. Em cada dia, é dia de aprender e interiorizar algo de novo e que vai contribuir para um conhecimento cada vez maior.
Um dia quem sabe serei e saberei tudo aquilo que quero. Hoje sou, com certeza, parte do que sonhei. Mas hoje sei, que um dia, serei de facto o resultado do que sempre quis ser. Hoje já não digo "quem sabe se..." porque acredito saber o que poderei ser."HOJE SEI QUE" porque matei o "UM DIA QUEM SABE". Hoje sei SER, mesmo que esteja a meio do percurso, o que me faz acreditar, que no final, SEREI DE VERDADE.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Gente que passa

Há pessoas que passam na nossa vida e que têm um papel tão importante que nunca mais as esquecemos. Independentemente das circunstâncias...melhores, piores, felizes, apaixonantes, desesperantes...
Outras aparecem do nada e desaparecem da mesma maneira, sem deixar rasto ou sequer mazela.
Terão todas um papel? Ou as tais que passam sem marcar, são apenas pessoas com quem nos cruzámos, sem um porquê específico?!
Acredito que não.
É de facto uma questão de papel social apenas e todos, com todos e com cada um, temos o nosso próprio papel ou missão.
Há gente muito pouco marcante! Ou porque é por si mesma apagada, ou porque, quando se cruza connosco, pura e simplesmente não nos faz vibrar.
Mas, gente que é gente a sério deixa marcas - boas ou más, mas fica cá para sempre.E é tão fácil, quando olhamos para trás, ver quem teve esse papel na nossa vida. O mais espantoso é que não é preciso chegar à velhice para ter a sabedoria e o tempo para o fazer. Mesmo agora, consigo distrinçar cada ser humano com quem me cruzei e que me marcou ou não. Posso não conseguir perceber o porquê e qual foi afinal o seu papel - mais ou menos activo - mas sei, na perfeição, dizerm quem foi quem e qual a importância que teve.
A verdade é que mais ou menos marcante, todos acabamos por ser uma passagem para com os outros. Por isso, devemos aproveitar o momento, porque mesmo que seja curto e menos intenso, vai deixar algum rasto algures e junto de alguém.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Universo

Há momentos em que "parece que o mundo inteiro se uniu para nos tramar". É uma frase duma música do compositor Rui Veloso, mas que identifica tantos momentos da nossa vida. Parece que as estrelas foram todas de férias e que já não estão no seu pedestal para iluminar o caminho de quem cá está. É como se nos colocassem num espaço fechado, nos apagassem a luz e nos pedissem de seguida para encontrar alguma coisa. Impossível!
A cada dia surge mais uma dificuldade, a cada momento temos mais uma "gaveta" da nossa vida para "arrumar e fechar", a cada semana que passa sentimos que uma vez mais foi difícil e torcemos em segredo para a seguinte seja mais leve.
Os astros devem ter uma explicação para estes momentos de correntes fortes, em que nos sentimos a remar contra uma maré tempestiva, que nos quer ensinar a nadar na perfeição, mas que antes não se cansa de nos pôr à prova, de testar os nossos limites.
O lema é não desistir, respirar fundo e flutuar, sempre a olhar para o céu, até que a nossa estrelinha da sorte volte a iluminar o caminho. Nessa altura, a tempestade vai amainar, o mar acalma e nós, com luz, chegamos lá.
domingo, 12 de setembro de 2010
Começar é viver de novo.
Começar de novo é mesmo isso...começar de novo. Nem se pode dizer que seja recomeçar, porque quando recomeçamos alguma coisa já partimos de uma base, seja ela qual for e quando começamos de novo, estamos a partir do zero. É porque "zerámos" alguma coisa nas nossas vidas.
Eu prefiro começar do zero do que recomeçar. O segundo verbo causa-me insegurança. Fico com a sensação que vou ser obrigada a pôr para trás das costas uma série de coisas que, na verdade, não vou conseguir esquecer. Coisas que não me deixam começar a viver outra vez. Limito-me por isso a recomeçar, sem grande convicção que vou ser capaz de cumprir aquilo a que me propus, sem acreditar que vou chegar ao fim. Depois, quando vir que não consigo, que sou incapaz, vou espernear e prometer que, agora sim, vou recomeçar e que, agora sim, me vou esforçar e que, agora sim, vou ser capaz e assim sucessivamente…
Começar de novo é quase nascer outra vez. É fazer “tábua rasa” do que vivemos até determinado momento e voltar a nascer. É sentir que nos cortam o cordão umbilical e que vamos estar por nossa conta e risco … sem memórias do passado, sem história, sem fantasmas. É uma verdadeira e sentida segunda oportunidade que a vida nos dá e que temos de aproveitar, até porque temos consciência do valor deste segundo fôlego.
Para quem está a começar de novo, desejo toda a SORTE do mundo.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Quando o Verão acaba.

É sempre difícil chegar ao fim, ainda que esse fim seja o do Verão e do bom tempo. Em crianças porque isso representa também o final das férias grandes e o regresso à escola, apesar da ansiedade para revermos os velhos amigos. Sobretudo, deixamos para trás as amizades de praia, as férias em família, o dia-a-dia sem regras... enfim, uma vida muito folgada.
Na adolescência o fim das férias de Verão faz-nos abdicar dos enormes grupos de amigos e conhecidos, que nos acompanham, de dia na praia e à noite, nos melhores spots nocturnos. Por vezes, com o sol e o mar, deixamos também para trás aquele amor de Verão, que nunca sabemos se, no ano seguinte, ainda estará disponível, se é que na pior das hipóteses não se irá apagar com o Inverno.
Em adultos e apesar da consciência sobre os nossos limites e a durabilidade das coisas boas, o fim não é mais fácil. Afinal vão começar os dias mais curtos e menos luminosos, fazemos a reentrada a 100% no trabalho, no ginásio, nos estudos e formações, nas actividades lúdicas e desportivas dos filhos … e ao mesmo tempo entramos em contagem decrescente para o Natal, para a azáfama dos presentes, sempre a pensar que entretanto talvez consigamos tirar umas mini férias, não com o Sol e o bom tempo do Verão, mas pelo menos com alguma boa vida. Planeamos as férias de neve e golfe para quem gosta, pensamos que talvez possamos ir para fora cá dentro – sempre é melhor que nada - e até sonhamos com uns dias diferentes, num destino tropical, onde o Verão nunca acaba na verdade.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Estado de Espírito

Hoje o Mar estava irado e revolto. Tão zangado com o mundo que não deixava ninguém aproximar-se. E os que arriscavam, eram atirados para o chão, pela força das ondas e desapareciam temporarimente na enorme espuma branca, que enquanto nos dava as boas-vindas, nos cuspia de água e areia empedrada, como que em estado de alerta.
O Mar é como nós. Quando não está em dia sim, assanha as garras e empurra tudo e todos. Outras vezes puxa-nos nas correntes, sem vontade de nos deixar sair, tal como nós, quando arrastamos os outros nos nossos próprios devaneios.
Acredito que o Mar tem dias. Estados de espírito. Momentos bons e maus.
Hoje foi um mau momento. Quente sim, tal como o calor que se fazia sentir cá fora, mas cheio de revolta e indignação. E o mais curioso é que, quando ele está assim, também nós ficamos indignados, desmoralizados.
A praia fechou desmotivada por um dia sem o mar caloroso e amigável do Sul.
Afinal até os mais generosos e condescendentes têm o direito a dar mostras da sua raiva, quando é sentida.
domingo, 29 de agosto de 2010
Com ou sem Mundo?

Cada vez somos mais cidadãos do Mundo e ao mesmo tempo, gente sem raízes... gente que não pertence nem aqui, nem ali, nem ao sítio onde nasceu, nem ao local onde vive, nem à família de origem, nem ao seu núcleo familiar quotidiano.
O curioso é que ser cidadão do mundo, na verdadeira acepção da palavra, não é ser desenraizado. Sê-lo é antes pelo contrário ser-se alguém que tem mobilidade natural e adaptada, capacidade de se enquadrar em vários ambientes sociais e profissionais, no seu país de origem, noutro que visita por acaso e onde acaba por permanecer, ou ainda num outro local do mundo, onde escolhe viver e crescer como pessoa.
Cada um de nós encerra em si parte destas duas personagens e consegue ser tanto mais feliz, quanto maior o equilíbrio entre ambos os estados. Os cidadãos do mundo são necessariamente mais realizados e optimistas. Os seres sem mundo trazem consigo mais frustrações, dúvidas sobre quem são e para onde devem seguir, constante necessidade de se sentirem parte de um espaço e grupo, vontade de afirmação, dificuldade de bem-estar até na sua própria casa...
Para os primeiros, as mudanças são um desafio constante e são vistas como um momento aliciante que os faz andar para a frente. Para o segundo grupo, qualquer alteração de casa, trabalho, país, terra, família, amigos e núcleo de conhecidos contribui para a confusão, até porque de um modo geral já passaram por várias e por isso perderam as raízes e o seu mundo.
Estejamos em que estádio for, cabe a cada um de nós, estabelecer os seus limites e regras para não permitir o caos. Mesmo que por vezes a regra possa significar a ruptura completa com a "paz podre” em que se vive e que nos faz parecer tão felizes aos olhos dos outros. É mentira! Não somos! E mais vale romper, ficar sem mundo uma vez mais, e vir a ser um verdadeiro cidadão do mundo, do que permanecer como um “morto/vivo” sem mundo.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Amigos

São os que conhecemos desde que nos entendemos como seres humanos e que por muito tempo que estejamos longe, continuam a ter a mesma ascendência sobre nós - olham-nos e conseguem ler os nossos sonhos e pensamentos, mantêm o mesmo à vontade de sempre, apesar da distância e da falta de contacto, compreendem o que sentimos, mesmo que não acompanhem a nossa vida no dia-a-dia e sobretudo, são poucos e raros. Cada um de nós deve poder contar pelos dedos de uma mão, os amigos que se encaixam neste perfil de amizade...
O importante é sabermos que eles existem, quem são, onde estão e, acima de tudo, que podemos contar com a sua amizade incondicional.
Ao longo da vida aparecem depois os "outros amigos". Aqueles que não vêm da infância, mas que nos vão acompanhando nas outras fases também importantes das nossas vidas (escola, faculdade, trabalho, casamento, filhos...). São muitas vezes relações meramente sociais, que acabam por se revelar tão importantes como os "amigos de sempre".
Depois surgem os "amigos surpresa ou revelação". Os que nos surpreendem com a sua atenção, carinho e amizade. Que surgem onde e quando menos esperamos. Pessoas com quem não nos imaginávamos sequer a estabelecer qualquer relação de amizade, mas que aparecem para ficar...
Cada um de nós terá com toda a certeza outros "grupos" de amigos. Mas, acredito que os "de sempre", os "outros amigos" e os "revelação" são, todos eles, muito, muito importantes e vão estar connosco para sempre. E isso é o melhor da amizade.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Maratona da Vida
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Hoje vivemos à pressa.
Comemos à presa, dormimos a correr, trabalhamos em stress, vamos ao ginásio num instante (só para a consciência não pesar), deixamos e apanhamos os filhos na escola em minutos (é o tempo de despedir, dizer que se têm de portar bem e dar mais alguns avisos da praxe) e pressionamos nos trabalhos de casa ao fim do dia. Usamos micro-ondas para descongelar e aquecer rapidamente, bimbys para os belos cozinhados em minutos, máquina de café com cápsula para a famosa bica em segundos, torradeira com alerta de tarefa terminada, telemóvel com alarme para reuniões, aniversários, consultas médicas importantes e outros lembretes, mensagens sms pré-definidas para enviar em caso de urgência ("em reunião", ligo mais tarde"...sempre a dizer que naquela altura não podemos falar e que depois tratamos daquele assunto). Somos ainda parte do social media para falar com todos os amigos e não tão amigos ao mesmo tempo, porque assim não gastamos ainda mais tempo e vamo-nos mantendo informados e informando em simultâneo (com frases curtas, mas que resumem os nossos dias, por si só já muito curtos, apesar de os fazermos esticar até ao limite das 24 horas). Enfim. Parece que nos tornámos numa geração sem tempo para viver. Passámos sim a sofrer de falta de ar, paciência, calma etc... tudo por causa do tempo, ou melhor, pela falta dele.
Por vezes pensamos que, de um momento para o outro, esta pressa pode deixar de fazer sentido, porque podemos adoecer, morrer, sei lá. Mas claro só quando acontece alguma desgraça a alguém e pensamos: "coitado (a), tão jovem, com tanta pressa, tanta coisa para fazer e para quê?"
Passadas algumas horas esquecemos e voltamos à maratona da vida, sem sabermos na maior parte das vezes, onde e quando é a meta.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Aos meus avós

Existem pessoas que passam nas nossas vidas e que, mesmo depois de partirem, continuam a estar junto de nós - na nossa memória recente. Homens e Mulheres que, por uma ou outra razão, por vários motivos, por todos os motivos, deixam as suas marcas nos que ainda ficam, independentemente da idade, cor, raça, condição social...
Não temos, na maioria das vezes, a noção do que vamos conseguir guardar. Alguns de nós memorizam as histórias bem humoradas tão próprias daquela pessoa, outros não se esquecem do timbre de voz, das mãos, do sorriso, do cabelo, do olhar...
Mas quase todos escolhemos ficar com numa imagem positiva desse ser humano tão importante, ao invés de nos lembrarmos dos últimos momentos, regra geral mais dolorosos.
Eu faço parte deste grupo. Dos que preferem apagar os piores momentos e guardar daquela pessoa, tudo o que teve de bom antes de morrer. Recordo o que me deram, o que receberam de mim, o que me ensinaram, o quanto foram importantes para o meu crescimento como SER HUMANO. Prefiro lembrar o sorriso, a alegria de viver e de estar com os outros, a forma mais rígida de uns ou mais desprendida de estar na vida de outros, mas sobretudo, não me esqueço do amor que qualquer um deles tinha por mim.
domingo, 25 de julho de 2010
A minha amiga NOITE

À noite chegam todos os medos, sensações estranhas, barulhos esquisitos, pensamentos e alertas sobre as coisas que temos para resolver...
Durante a noite os sonhos e a cabeça na almofada, dão-nos soluções para os problemas que reaparecem com o nascer do sol.
A noite tem, no entanto, uma coisa que adoro: o SILÊNCIO. O tal que na escuridão nos faz ter medo, ouvir sons que não identificamos à primeira, que nos ajuda a reflectir sobre o dia anterior e os dias seguintes, que nos dá paz de espírito, que nos ajuda a adormecer...
A noite é como que uma solidão que nos faz companhia.
Quando era pequena tinha medo do escuro, da noite, das sombras, do silêncio absurdo que me fazia ouvir tantos sons.
Hoje, à noite, ouço o mesmo silêncio com o dobro da atenção, fico de olhos bem abertos e sem me esconder na almofada e, muitas vezes, apesar do meu esforço, não consigo enxergar as tais sombras e barulhos.
A noite para mim mudou. Cresceu comigo, como se fosse a minha melhor amiga.
domingo, 18 de julho de 2010
Estar bem ou não estar...
Estranho!
Estranho que consigamos desejar e ambicionar o desconhecido - uma vida que não conhecemos, mas que pensamos ser aquela que sempre desejámos, alguém com quem nunca sequer falámos mas de quem achamos que gostamos, um lugar onde nunca estivemos antes, mas onde julgamos que nos vamos sentir em casa, uma coisa que não sabemos se afinal vai contribuir para que vivamos melhor, mas que queremos muito alcançar...
É como se estivéssemos bem apenas onde e com quem não estamos, apenas como nunca estivemos, ou como já alguma vez estivemos sim, mas já não estamos. Faz lembrar o poema do António Variações, que falava sobre a insatisfação constante com o que somos e temos em cada momento.
Até com a meteorologia conseguimos ser insatisfeitos - se está muito quente é porque está irrespirável, se chove é porque queremos ver um raio de sol e não podemos, se está frio, é porque nos faz afinal falta o calor...
Hoje é um desses dias. Um dia em que a insatisfação constante me deixa a pensar sobre o que afinal gostaria de ter, ser ou viver e que me faz sentir "ESTRANHA".
Estranho que consigamos desejar e ambicionar o desconhecido - uma vida que não conhecemos, mas que pensamos ser aquela que sempre desejámos, alguém com quem nunca sequer falámos mas de quem achamos que gostamos, um lugar onde nunca estivemos antes, mas onde julgamos que nos vamos sentir em casa, uma coisa que não sabemos se afinal vai contribuir para que vivamos melhor, mas que queremos muito alcançar...
É como se estivéssemos bem apenas onde e com quem não estamos, apenas como nunca estivemos, ou como já alguma vez estivemos sim, mas já não estamos. Faz lembrar o poema do António Variações, que falava sobre a insatisfação constante com o que somos e temos em cada momento.
Até com a meteorologia conseguimos ser insatisfeitos - se está muito quente é porque está irrespirável, se chove é porque queremos ver um raio de sol e não podemos, se está frio, é porque nos faz afinal falta o calor...
Hoje é um desses dias. Um dia em que a insatisfação constante me deixa a pensar sobre o que afinal gostaria de ter, ser ou viver e que me faz sentir "ESTRANHA".
sábado, 10 de julho de 2010
Ser Humano

Quase nunca nos apercebemos do momento certo para assumirmos as grandes decisões das nossas vidas.
Na verdade, o ser humano é desatento por natureza. Alheia-se da realidade num estalar de dedos. Enfia a cabeça na areia, tal como a avestruz, quando não quer ver. Uns fazem-no propositadamente, outros porque sem querer saem da órbitra terrestre e navegam à deriva. Outros ainda porque conscientemente são pouco corajosos para as grandes decisões. Enfim. Todos acabamos por deixar escapar algumas das oportunidades, para as decisões e mudanças mais importantes.
Para sabermos em qual dos grupos nos encaixamos, quase que preferimos fazer um "quizz" e dar à resposta do questionário, a interpretação que mais nos convém. Tudo porque somos cobardes, pouco corajoso, comodistas, acomodados, inertes, masoquistas, preguiçosos...
Mas na verdade o ser humano acha-se o máximo - cheio de si, maravilhoso, dono de uma enorme coragem ....
Somos uma fraude. Mostramos o que não somos na realidade. Fazemo-nos passar pelo ideal que cada um tem de si próprio. Transmitimos ao outro uma fachada perfeita e feliz, enquanto por dentro sangramos de dor. Depois, quando olhamos para o nosso interior, choramos de raiva...tudo porque nos falta a coragem.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
A terra dos 5 sentidos
Na minha terra vejo o mar e a serra.
Na minha terra cheira a água salgada e a peixe fresco.
Na minha terra os sabores são intensos e doces.
Na minha terra fala-se com sotaque fechado e comem-se as palavras.
Na minha terra gritam-se pregões que mais ninguém entende.
Na minha terra o mar é cor de prata.
Na minha terra o céu azul claro tem um sol quente e forte por companhia.
Na minha terra a lua é luminosa e as estrelas vêem-se ao espelho nas águas da ria.
Na minha terra sinto-me em casa.
Na minha terra ouço, cheiro, vejo, saboreio e sobretudo... na minha terra sinto.
Na minha terra cheira a água salgada e a peixe fresco.
Na minha terra os sabores são intensos e doces.
Na minha terra fala-se com sotaque fechado e comem-se as palavras.
Na minha terra gritam-se pregões que mais ninguém entende.
Na minha terra o mar é cor de prata.
Na minha terra o céu azul claro tem um sol quente e forte por companhia.
Na minha terra a lua é luminosa e as estrelas vêem-se ao espelho nas águas da ria.
Na minha terra sinto-me em casa.
Na minha terra ouço, cheiro, vejo, saboreio e sobretudo... na minha terra sinto.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Sonho ou realidade?

Sonhar faz falta e faz bem. Sonhar é saboroso. Sonhar faz-nos acordar com mais energia. Sonhar é uma forma de ser feliz.
Todos sonhamos em ter uma "vida de sonho". Todos idealizamos milhares de coisas boas, à noite em sonhos dormidos, ou de dia, quando sonhamos acordados. Quem é que ainda não sonhou com amar e ser amado por uma pessoa especial, que até sabemos quem é, mas que na vida real não temos coragem de abordar? Quem é que ainda não desejou secretamente partir para aquele lugar tão perto ou tão longe, mas que é um sítio de sonho? Quem é que não idealizou ainda tudo o que pode vir a fazer com um prémio em dinheiro de um desses muitos jogos, em que grande parte de nós aposta semanalmente, muitas vezes já sem fé, mas sempre a sonhar com todos os sonhos materiais que pode concretizar? Quem é que ainda não conduziu quilómetros e quilómetros de estrada, em estado de hipnose, sem se aperceber por onde passou e como chegou ao destino, tudo porque durante a viagem passou o tempo a sonhar acordado?
Sonhar faz parte de todos nós. Sonhar é questionar o que queremos para o nosso futuro. Sonhar é responder aos desafios que a vida nos apresenta todos os dias. Sonhar faz-nos encontrar as respostas que precisamos para seguir em frente. Sonhar é uma forma de encarar a realidade. Por tudo isto, sonho em continuar a sonhar e desejo, em todos os meus sonhos, que os sonhos se tornem realidade.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Força da Natureza

Por vezes sinto vontade de me deixar ir à deriva no mar azul e tranquilo do Sul. O mar, seja ele qual e onde fôr, renova-me todas as energias. E mesmo quando está mais revolto - nos famosos dias quentes de levante - ele tem essa capacidade. A capacidade de me fazer sonhar (em tons de rosa), sorrir (com inocência), voar (em pensamento), ter vontade de deixar tudo para tráz e ir à procura da minha verdadeira origem, do meu verdadeiro lugar...
Será que fui peixe noutra vida?! Não acredito. Ou melhor, não gostaria de o ter sido. Prefiro acreditar que o mar esteve sempre presente nas minhas várias passagens por aqui e que por isso, ainda hoje me faz vibrar, faz-me sentir viva e cheia de ar para respirar fundo.
A paz de espírito vem só de olhar para ele ao longe e entranha-se em mim a cada passo que dou na sua direcção.
Hoje acredito que não sou nem fui do mar, mas sei também que é para lá deste mar que vejo sempre que posso, que está o meu verdadeiro eu e tenho a certeza que, um dia, vou encontrá-lo.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Boca de Morango
A senhora disse-me que ela tinha "boca de morango". Eu ri-me. Na altura só consegui achar alguma graça e nem sequer percebi se era um elogio ou não.
Mas o que é certo é que tem mesmo. Boca de morango - lábios grandes, carnudos, vermelhos (parecem permanentemente pintados), um brilho constante e um sorriso luminoso.
Hoje sei que foi um elogio. Um elogio enorme. O rosto é de resto perfeito. os olhos são rasgados e com cor de azeitona, desde o dia em que nasceu. O nariz é perfeito. As maçãs do rosto são rosadinhas e quando queimadas do sol atingem um tom dourado escuro, que contrasta com a tez clara. O cabelo é liso e castanho escuro, algo despenteado (sem ganchos, fitas ou outros adereços, porque são todos uma chatice).
Estou certa que vai partir alguns corações daqui para a frente e acredito, que o seu futuro vai estar recheado de boas surpresas.
Para mim este ser foi a maior surpresa...até agora. Mas, de um ser humano tão surpreendente como ela, muitas outras surpresas e coisas boas vão surgir e as más, ou menos boas, vão ser sempre abafadas por um olhar radioso, por um sorriso enorme e por uma palavra mais doce, da Boca de Morango.
A menina que, quando menina, queria escrever

Há muitos anos, não há muitos muitos, mas há já os suficientes para poder falar em "muitos", conheci uma menina que queria ser escritora.
Pode dizer-se que escrevia bem, com alguma piada até...talvez essa fosse uma forma de ter graça. No dia-a-dia não era uma pessoa divertida. Por vezes colocamos na ponta da caneta - agora no teclado do computador - o que gostaríamos de ser e não conseguimos, porque a misantropia nos acanha a alma.
Era o caso da menina.
Mas adiante....escrevia tanto, que os dedos chegavam a doer, as mãos estavam sempre borradas de tinta "bic cristal", os cadernos volumosos das páginas e páginas de textos... tudo porque acreditava que escrevia com piada e um dia podia ter o seu próprio livro. Mentira! Acreditar não chega. Para conseguirmos vir a ser o que sonhamos, temos de acreditar, batalhar, ter uma estrelinha da sorte, um anjo da guarda, um empurrão de alguém especial, algum dinheiro, estar no local certo à hora indicada, encontrar quem acredite em nós e nos dê força todos os dias, ter fé e fazer uso dela, enfim....um cem número de "requisitos".
A menina que queria escrever não fez disso o seu ganha pão, mas escreve sempre que pode, aqui e ali, ali e acolá, algures numa toalha de mesa de um restaurante e muito importante: assina o que escreve, apesar de não se tratar de um livro.
Não sendo escritora de profissão, a escrita está sempre presente nos seus dias e apesar da falta de treino, as palavras ainda fluem, já não com a piada de outros tempos, mas com o vigor de alguém que, apesar da falta dos tais cem requisitos, ainda acredita que um dia, o sonho vai ser real...e que não vai acordar.
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